Livro · 59 capítulos
Completo

TROVOADAS DE VERÃO

Escrito em 2018 👁 1 536 leituras ≈ 8h 40m de leitura

Um desempregado a caminho do Canadá à procura de um futuro melhor. Uma jovem que vê os seus planos de férias comprometidos na véspera. Um pai desesperado para salvar o filho aos maus tratos da mãe. Uma viúva em busca do seu grande amor, outrora abdicado em nome de outros valores. Que têm eles em comum? Pelas mais variadas razões, todos acabam na ilha de São Miguel nos Açores.

Capítulos

Capítulo 2

Capítulo II

A vivenda Vilaça era uma luxuosa moradia em Cascais, pertença da família Vilaça. Quase se poderia considerar um palacete, tal era a dimensão do imóvel com três pisos, vários quartos, dois enormes salões e inúmeras divisões de utilidade dos donos ou para as funções dos empregados. A casa era rodeada por uma propriedade de muitos metros qua…

Ler capítulo
Capítulo 3

Capítulo III

Naquele início de tarde, algumas pessoas estavam reunidas no salão da casa, pois fora agendada para aquela data e lugar a leitura do testamento do falecido. Sentados nos sofás, alguns directores das empresas que constituíam o império financeiro Vilaça, os quais estavam curiosos com a última vontade do multimilionário. Não existiam descend…

Ler capítulo
Capítulo 4

Capítulo IV

Por vezes tornava-se difícil acreditar que se estava em pleno Verão, pois a noite estava fresca e a memória de noites amenas de Agosto parecia algo distante. O Estádio da Luz não tinha as bancadas esgotadas, mas não ficara longe disso. Muitos benfiquistas quiseram comparecer ao jogo de apresentação do seu clube, em vésperas de se iniciar…

Ler capítulo
Capítulo 5

Capítulo V

A Quinta do Cavalo era uma extensa propriedade na região de Idanha-a-Nova, pertença de uma das famílias mais ricas e tradicionais da zona. Os terrenos estendiam-se num vale, donde se poderia admirar as zonas mais montanhosas em volta, as casas de Idanha-a-Nova, o monte alto onde Monsanto brilhava com o seu castelo à noite, tudo no meio de…

Ler capítulo
Capítulo 7

Capítulo VII

Joaquim quase não dormira nessa noite, tal era a ansiedade pela partida na manhã seguinte. Conseguira um lugar no voo da hora de almoço que partiria de Lisboa para Ponta Delgada, mas ainda tinha de viajar entre a Gafanha da Nazaré e Lisboa de comboio. Por isso, bem cedo pela manhã, saiu de casa e foi de carro até à estação ferroviária de…

Ler capítulo
Capítulo 8

Capítulo VIII

No Porto de Ponta Delgada, a visão do mar estava parcialmente encoberta pelo grande cargueiro que atracara ali naquela madrugada. A imponência dos contentores empilhados em vários níveis acentuava a dimensão do navio. Junto à amurada, Xavier observava a cidade para lá do lençol de água que separava a posição do navio da zona costeira da c…

Ler capítulo
Capítulo 9

Capítulo IX

O avião sobrevoava o oceano já com o arquipélago à vista. O céu estava limpo e radiante de brilho solar. Cassandra ia tão absorta em pensamentos que raramente tirou os olhos do vidro, ficando a ver o exterior sem registar nada. A sua mente via e revia a traição do namorado e a forma com ele a desprezara e como de um minuto para o outro a…

Ler capítulo
Capítulo 10

Capítulo X

A bagagem de Ana Valquíria fora das últimas a surgir na passadeira, o que quase a levou ao desespero, uma vez que queria prosseguir para o hotel e talvez ainda ir ao encontro de Bernardo naquela tarde. Arrastando a mala de rodinhas, avançou imponente pela saída dos passageiros. A agência de investigação que trabalhava para ela tinha um ag…

Ler capítulo
Capítulo 11

Capítulo XI

O táxi parou à porta do hotel localizado no Largo Camões, uma rua estreita de dois sentidos, o que provocou algum congestionamento. Cassandra saiu do automóvel, enquanto o taxista contornava o veículo para abrir a bagageira onde vieram as malas dela. Ela pagou a viagem e puxou as malas atrás de si, entrando no prédio. A fachada do hotel t…

Ler capítulo
Capítulo 12

Capítulo XII

No céu sobre a ilha pairava um ténue manto de nuvens que cortavam a luminosidade solar. Por vezes, o Sol furava e acentuava a radiação para logo a seguir o manto se adensar, deixando o ambiente nublado. Xavier abandonou o navio que o trouxera até ali sem saber se iria voltar. Não tinha especial interesse em atravessar o Atlântico num carg…

Ler capítulo
Capítulo 13

Capítulo XIII

Cassandra prosseguia o seu passeio solitário pela cidade. Acabara de passar junto ao Centro Comercial Parque Atlântico e preparava-se para entrar no Jardim António Borges pela entrada norte. Este espaço verde retrata bem o espírito Romântico do século XIX, sendo um dos maiores jardins da cidade. Por este acesso não existia tanta vegetação…

Ler capítulo
Capítulo 14

Capítulo XIV

Na zona ocidental de Ponta Delgada, não muito longe do aeroporto, localizava-se o hotel onde se hospedava a tripulação da qual Eva fazia parte. Sempre que tinham de passar a noite na ilha, era ali que pernoitavam. A primeira coisa que Eva fez quando chegou ao seu quarto foi tomar um banho para relaxar da intensidade de mais um dia de trab…

Ler capítulo
Capítulo 16

Capítulo XVI

Joaquim, caminhando apressado, seguiu pelo passeio ribeirinho adjacente à marginal com o intuito de alcançar a paragem do autocarro que o levaria até Vila Franca do Campo. O dia não começara como ele pretendera. Deixara-se dormir e acordara para iniciar a manhã com um banho a correr. O cansaço do dia anterior deixara marcas e nem o desper…

Ler capítulo
Capítulo 17

Capítulo XVII

Na sua planificação das visitas pela ilha, Cassandra decidira iniciar o primeiro dia pela zona ocidental, onde se situava um dos pontos mais turísticos, a Lagoa das Sete Cidades. Agora que eram companheiros de aventura, Xavier sugerira que perdessem a formalidade do “você”. Cassandra concordou com um sorriso genuíno. A estrada seguia junt…

Ler capítulo
Capítulo 18

Capítulo XVIII

Entretanto, noutro ponto da ilha, na costa mais a sul, Joaquim chegava a Vila Franca do Campo. A viagem de autocarro fora cansativa e a sua ansiedade parecia aumentar com as sucessivas paragens do veículo em diversos pontos do trajecto. Sempre que vinha visitar o filho, Joaquim sentia a ansiedade causada pela saudade, o que não acontecia…

Ler capítulo
Capítulo 19

Capítulo XIX

Ana Valquíria tivera uma manhã horrível que se seguira a uma noite mal dormida. Os problemas na empresa intensificaram-se e obrigaram a uma reunião urgente por videoconferência, o que levou a que a deslocação a Rabo de Peixe fosse adiada para a tarde. Para além de todo nervosismo pela proximidade do reencontro com Bernardo, toda a situaçã…

Ler capítulo
Capítulo 20

Capítulo XX

O Sol parecia ter vindo para ficar, afastando as nuvens e abrilhantando a natureza insular da chamada Ilha Verde. O passeio de Cassandra e Xavier prosseguiu com a descida até às lagoas. Pelo caminho, uma nova paragem para observar mais um cantinho escondido, a Lagoa de Santiago. Esta estava cercada por encostas de paredes verdes cobertas…

Ler capítulo
Capítulo 21

Capítulo XXI

Rabo de Peixe é uma pequena freguesia do concelho de Ribeira Grande, situada mais ou menos a meio da costa norte da ilha. Bernardo Vilaça vivia na aldeia desde que viera para São Miguel. Tinha quase trinta e cinco anos, bem-parecido e estrutura física forte. Muito diferente do aspecto dos tempos da relação com Ana Valquíria, usava o cabel…

Ler capítulo
Capítulo 22

Capítulo XXII

Em Vila Franca do Campo, o Sol vencera as nuvens e continuava a brilhar resplandecente. Joaquim descera ao aglomerado de casas para procurar um restaurante onde almoçar. Comeu de forma automática, sem conseguir deixar de rever na sua mente a imagem do filho a ser agredido pela mãe e pelo padrasto. Tinha de fazer alguma coisa. E a primeira…

Ler capítulo
Capítulo 23

Capítulo XXIII

Após o almoço, Cassandra e Xavier prosseguiram o passeio pela vila. Na extremidade oposta àquela por onde haviam entrado, encontraram uma igreja que se erguia ao fundo de um caminho empedrado ladeado por árvores altas desde a estrada. Lado a lado, ambos caminharam na direcção do edifício, absorvendo os aromas da natureza e o seu ambiente…

Ler capítulo
Capítulo 24

Capítulo XXIV

A viagem estava a ser tudo menos agradável para Ana Valquíria. Se logo que saíram da cidade a estrada era uma via rápida moderna, poucos quilómetros depois, o desvio obrigou-as a seguir por caminhos mais sinuosos e montanhosos. — Está tudo bem, Dra. Valquíria? A viúva fez um gesto de desinteresse. Calista conduziu devagar, adivinhando o m…

Ler capítulo
Capítulo 25

Capítulo XXV

A tarde solarenga abraçava a cidade de Ponta Delgada com a zona costeira banhada pelo tranquilo mar azul. Ana Valquíria, no resguardo do interior do automóvel, chorou amargurada durante toda a viagem entre Rabo de Peixe e a capital do arquipélago. Calista, vendo-a naquele estado pelo retrovisor, ainda tentara saber como ela estava, mas ap…

Ler capítulo
Capítulo 26

Capítulo XXVI

A tarde aproximava-se do fim, o Sol já não se mostrava e a poente o horizonte revelava uma tonalidade alaranjada com os últimos sinais de luz daquele dia. O céu limpo estrelado era azul, um azul cada vez mais escuro até a noite cobrir toda a ilha. O passeio de Cassandra e Xavier terminara duas horas antes. Encontraram a cidade envolta num…

Ler capítulo
Capítulo 28

Capítulo XXVIII

A manhã estava muito bonita com o céu muito azul e o Sol a brilhar em força. Como era cedo, a temperatura era amena e a brisa fresca soprava vinda do mar. Cassandra e Xavier saíram de Ponta Delgada na direcção oposta ao que haviam feito no dia anterior. Nessa manhã, o passeio começaria pela costa sul da ilha, rumo a Lagoa. Xavier oferecer…

Ler capítulo
Capítulo 29

Capítulo XXIX

O Sol brilhava incidindo no mar e atribuindo-lhe um azul ainda mais intenso. Cassandra e Xavier permaneciam estáticos a olhar para uma das mais belas lagoas da ilha, a Lagoa do Fogo. Após conduzir por uma estrada em subida e descida, em curvas para um lado e curvas para o outro, pararam junto a um pequeno miradouro murado com pedras cinze…

Ler capítulo
Capítulo 30

Capítulo XXX

O céu, para não fugir ao habitual, ia alterando entre o nublado e o limpo, apesar que maioritariamente, as nuvens teimavam em tapar o Sol. A manhã ia bem avançada e repleta de locais visitados. De facto, começar os dias cedo tinha essa vantagem, conseguir ver muitos pontos de interesse antes do almoço. A viagem de Cassandra e Xavier pross…

Ler capítulo
Capítulo 31

Capítulo XXXI

— Pai! — exclamou João ao vê-lo. O pequeno não escondia a felicidade no olhar por ver o pai, mas era comedido na satisfação, uma vez que já aprendera que a mãe não gostava disso. A mãe da criança entregou-o ao pai com má vontade e com um semblante irritado, não deixando de avisar que não queria que demorassem. Joaquim deu a mão ao filho e…

Ler capítulo
Capítulo 32

Capítulo XXXII

O destino seguinte naquela tarde localizava-se no interior da ilha, Lombadas e Monte Escuro. Logo que saíram da estrada principal situada ao largo de Ribeira Grande, a via tornou-se numa linha empedrada com largura estreita e ladeada por paredes rochosas e vegetação. Parecia uma estrada antiga e quanto mais avançavam, mais a inclinação au…

Ler capítulo
Capítulo 33

Capítulo XXXIII

Na verdade, numa ilha tão bonita e tão tranquila, até custa a acreditar que os crimes aconteçam. É certo que felizmente para os micaelenses a taxa criminal é baixa, mas mesmo assim é um sinal de que os perigos existem. E nalguns pontos da ilha, um tipo de criminalidade obtinha sucesso à custa da pobreza de alguns indivíduos menos honestos…

Ler capítulo
Capítulo 34

Capítulo XXXIV

Ana Valquíria não saíra do quarto nesse dia, envolta no trabalho da empresa, analisando relatórios e em permanente contacto com a sede, preocupada com os adversários que a queriam afastar. Por mais que isso a entristecesse, tinha que aceitar que já não estava a fazer nada ali. Bernardo não lhe perdoara nem nunca lhe iria perdoar, por isso…

Ler capítulo
Capítulo 35

Capítulo XXXV

Um avião sobrevoou a cidade rumo à pista do Aeroporto de Ponta Delgada. Era pilotado por Adam e aterrava na capital dos Açores vindo de Boston. Cerca de uma hora após ter estacionado na pista, já quase todos os passageiros tinham recolhido as suas bagagens e parte da tripulação abandonara igualmente o edifício. Toda a tripulação iria goza…

Ler capítulo
Capítulo 37

Capítulo XXXVII

O dia começava a nascer e os primeiros sinais de claridade entravam pela janela do quarto com a permissão dos cortinados abertos, esquecidos na noite anterior. Eva despertou com o rosto estremunhado sem perceber onde estava. Em pouco segundos recordou-se que se sentira demasiado cansada e decidira esperar por Joaquim deitada na sua cama.…

Ler capítulo
Capítulo 38

Capítulo XXXVIII

O tempo em Ponta Delgada piorara e o ajuntamento de nuvens trouxe a chuva consigo. Cassandra lamentara o facto, quando saíram do hotel. O percurso dessa manhã levou-os a circular pela via a sul da ilha, saindo de Ponta Delgada rumo a Lagoa, passando muito depois por Vila Franco do Campo e após Ribeira Seca desviaram para o interior da ilh…

Ler capítulo
Capítulo 39

Capítulo XXXIX

O miradouro do Pico do Ferro tem uma vista deslumbrante sobre a Lagoa das Furnas. Infelizmente, no momento em que Cassandra e Xavier lá chegaram, um manto de nevoeiro cobriu a lagoa, encobrindo-a parcialmente. Para além disso, a chuva ameaçava voltar e o vento soprava forte. O rosto de Cassandra revelou a desilusão. Um taxista que trouxer…

Ler capítulo
Capítulo 40

Capítulo XL

Calista não ia a controlar as horas, mas calculou que já deveria estar a conduzir havia mais de uma hora, talvez quase duas. O tempo piorara ligeiramente, trazendo chuva. Ana Valquíria não proferiu qualquer palavra em toda a viagem. Calista ia deitando uma espreitadela pelo retrovisor. A sua cliente ia sempre com o olhar no exterior, obse…

Ler capítulo
Capítulo 41

Capítulo XLI

O Sol parecia começar a vencer a luta com as nuvens, quando Cassandra e Xavier saíram do restaurante de barriga bem cheia. O cozido das Furnas fora delicioso, mas demasiado para ambos. A paragem seguinte seria o parque Terra Nostra, onde Cassandra planeara um banho no tanque de água termal, um local quase obrigatório a quem visita aquele…

Ler capítulo
Capítulo 42

Capítulo XLII

A costa da cidade iluminava-se com o Sol que vencera as nuvens durante algum tempo. O hotel junto à marina tinha grande parte dos seus hóspedes na piscina a desfrutar do tempo ameno. Ana Valquíria entrou no seu quarto acompanhada por Calista. Continuavam sem trocar uma palavra, mas a primeira não dispensara a segunda e, desde que entrara…

Ler capítulo
Capítulo 43

Capítulo XLIII

O céu de Ponta Delgada tinha uma mistura de tonalidades que misturavam o cinza das nuvens com o laranja de um Sol que ia ao encontro do mar. O tecto de nuvens cinzentas escuras e claras deixavam adivinhar a possibilidade de chuva, mas o Sol espreitava por baixo, perto da linha do horizonte. Joaquim caminhava pela marina, observando os bar…

Ler capítulo
Capítulo 44

Capítulo XLIV

Xavier estava no seu quarto de hotel. Ele e Cassandra tinham regressado depois de mais um dia a passear pela ilha e haviam combinado reencontrarem-se no átrio para irem jantar juntos, seguindo um ritual que se criara desde o primeiro dia. Antes de tomar banho, ocupou-se com a lavagem dos calções que haviam ficado encardidos com a água ter…

Ler capítulo
Capítulo 46

Capítulo XLVI

Ainda não amanhecera na ilha. Lá fora, apesar de estarmos a pouco mais de uma hora do amanhecer, a noite permanecia bem escura e as ruas estavam desertas. Num dos quartos do último piso do hotel perto da marina, uma ténue luz permanecia acesa. Lá dentro, duas mulheres abraçadas na cama, debaixo dos lençóis, com uma sede de beijos que pare…

Ler capítulo
Capítulo 47

Capítulo XLVII

Cassandra foi despertada do seu sono pelo ecoar do telemóvel. Por momentos, pensou tratar-se do seu despertador, mas o som era diferente. Ouviu a voz de Xavier a atender e o seu rosto iluminou-se com um sorriso, recordando a noite maravilhosa que haviam partilhado. Quando abriu os olhos, Xavier estava já fora da cama com o aparelho encost…

Ler capítulo
Capítulo 48

Capítulo XLVIII

Cassandra e Xavier chegaram à marina na hora que lhes fora indicada. Já lá se encontravam alguns turistas que também haviam marcado aquele passeio e faltavam ainda mais outros dois. Iriam sair dali dois barcos com doze pessoas cada. O responsável que recebeu os turistas pediu-lhes que se agrupassem à sua volta no exterior e começou a faze…

Ler capítulo
Capítulo 49

Capítulo XLIX

Cassandra permanecera mais de meia hora ajoelhada no chão a chorar a partida de Xavier. Sentiu-se como se tivesse regressado ao fim de tarde em que apanhara o namorado com a prostituta. Toda a dor e mágoa que a perturbaram desde esse momento até ver Xavier pela primeira vez. Só nesse instante percebeu que ele fora uma espécie de antídoto…

Ler capítulo
Capítulo 50

Capítulo L

Ana Valquíria dava os últimos retoques na maquilhagem, antes de sair pela última vez do seu quarto de hotel, em São Miguel. Envergava um elegante fato saia e casaco escuro e sapatos de salto alto. O cabelo louro estava penteado para trás e caído sobre os ombros. Irradiava imponência. Bateram à porta. Ela abriu para permitir que o funcioná…

Ler capítulo
Capítulo 51

Capítulo LI

A norte de Ponta Delgada, um automóvel aproximou-se do parque junto à entrada da plantação de ananases. Lá dentro, uma morena solitária estacionou perto da entrada da empresa proprietária das estufas. Um funcionário perto do portão ficou deliciado ao vê-la. Observou a jovem sedutora de calções curtos e túnica fresca com o rosto parcialmen…

Ler capítulo
Capítulo 52

Capítulo LII

Cassandra parou em Povoação, meramente porque calhava em caminho e porque lera que aquele fora o primeiro ponto povoado da ilha. Após alguns quilómetros de estrada de montanha, ela avistou o aglomerado de casas lá em baixo, junto ao mar. A linha de alcatrão começou a descer ao longo da encosta não muito acentuada. Toda a zona urbana parec…

Ler capítulo
Capítulo 53

Capítulo LIII

A espera de Joaquim começou a dar lugar a apreensão. Eva ficara de se encontrar com ele no hotel e ainda não chegara. No seu quarto, Joaquim caminhava nervoso, parando algumas vezes na janela para ver que a tarde ia findando e a noite se cerrava cada vez mais. Nem quis sair para jantar, solicitando ao serviço do hotel que lhe levassem a r…

Ler capítulo
Capítulo 55

Capítulo LV

Uma placa de nuvens cinzentas sobrevoava Vila Franca do Campo. A manhã parecia hesitar entre a alegria de Verão e a tristeza de Outono. João brincava sozinho no terreno adjacente à casa onde vivia. Era normal o pequeno entreter-se com brincadeiras solitárias, uma vez que não tinha por ali amigos com quem brincar. No interior da casa, a su…

Ler capítulo
Capítulo 56

Capítulo LVI

O Sol parecia ter desistido de investir por entre as nuvens. O céu intensificava-se de um manto cinza claro que não ameaçava chuva, apesar de se saber como essa improbabilidade se pode tornar tão provável de um momento para o outro nas ilhas açorianas. Debruçado na amurada do navio, Xavier olhava a cidade para lá do porto e da jovem marin…

Ler capítulo
Capítulo 57

Capítulo LVII

Eva aguardava na sala de embarque, impecavelmente fardada e a postos para dar início ao processo de embarque dos passageiros. Permanecia apreensiva, uma vez que Joaquim lhe ligara a informar que já não seria necessário aquilo que haviam planeado, mas que assim que chegasse ao aeroporto lhe explicaria tudo. A falta de informação deixava-a…

Ler capítulo
Capítulo 59

Capítulo LIX

Dia 20 de Agosto de 2016. Tal como havia combinado, oito anos antes, naquele dia Cassandra ali estava no miradouro com vista fenomenal para a Lagoa do Fogo. Nesta sua nova visita à ilha de São Miguel, as diferenças deixaram-na com um sabor agridoce em relação ao que conhecera. Havia muito mais gente e algum do encanto perdera-se com a pro…

Ler capítulo