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O QUE O DINHEIRO NÃO COMPRA

Escrito em 2003 👁 357 leituras ≈ 2h 51m de leitura

O Que o Dinheiro Não Compra é uma história passada na época de Natal. Mas será mais uma história de Natal? Conheça a Joana, uma jovem minhota que veio para a capital estudar e trabalhar para ser médica. Uma alma pura e gentil que vê o seu caminho cruzado com o de Mário, o implacável homem de negócios que odeia tudo excepto dinheiro.

Capítulos

Capítulo 2

Capítulo II

Na hora prevista, o despertador disparou ruidosamente pelo quarto. Embriagado pelo sono, Mário abriu os olhos e calou o aparelho com uma pancada no botão. Habituando aos poucos o olhar à claridade, reparou na mulher que partilhava a cama com ele. Uma loura de formas apelativas que dormia enrolada na roupa da cama, indiferente ao estardalh…

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Capítulo 3

Capítulo III

O gabinete do presidente da Administração parecia um museu, onde cada peça de decoração fora escolhida criteriosamente pela riqueza e luxo. Sentia-se o ambiente ameno provocado pelo ar condicionado. E nem se ouvia o temporal, lá fora, graças aos vidros duplos das janelas grandes e luminosas. Líder da cadeia hierárquica da empresa, um senh…

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Capítulo 4

Capítulo IV

Os moradores de um edifício, ali para os lados do Arco do Cego, ficaram estupefactos com o que encontraram pela manhã. No átrio do prédio, descobriram um individuo embrulhado em jornais e restos de roupa, dormindo repousadamente no chão. O homem, “ainda por cima preto” como dissera uma das senhoras, era um mendigo que aproveitara a porta…

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Capítulo 5

Capítulo V

Não deveriam ter passado mais de quinze minutos até àquele instante, observando as escovas a debater-se com as gotas a cair no pára-brisas, quando Mário se apercebeu que o seu telemóvel ficara com Joana. No meio das longas filas de trânsito em direcção ao Campo Pequeno, deveria estar a uns setenta ou oitenta metros dela, demasiado longe p…

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Capítulo 6

Capítulo VI

Nem a chuva a cair abafou a sirene da ambulância do INEM que passava os portões do Hospital de Santa Maria. Para as pessoas que por ali andavam e trabalhavam, o som era tão habitual que já nem reparavam. Os seguranças, na entrada, mandaram afastar os veículos que ali aguardavam autorização para entrar. Ninguém solicitaria a sua paragem na…

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Capítulo 7

Capítulo VII

Não é que aquilo fosse a sua vontade, mas acabara por aceder à sugestão de almoçar num restaurante, em vez de fazer uma refeição apressada na cantina do hospital. Mário convidara-a com tanta simpatia e cavalheirismo que Joana se dispôs a enfrentar o temporal, no conforto do Audi A3, no trajecto até ao restaurante mais próximo. O que ela n…

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Capítulo 8

Capítulo VIII

A chuva parara de cair subitamente, fazendo respirar de alívio quem tinha de andar pela cidade a velocidades vertiginosas para acudir a todos os pedidos de socorro. Ludmila, sentada ao lado do condutor do carro da sua equipa, constatou isso mesmo. ─ Temos mais algum pedido? ─ perguntou ele. ─ Não. Vamos regressar ao INEM. ─ sugeriu Ludmil…

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Capítulo 10

Capítulo X

Ao fim de algumas voltas pelas ruas da cidade de Lisboa, Mário concluiu que não encontraria nenhum bar aberto, onde tomar aquele copo com Joana. ─ É melhor seguirmos já para Fernão Ferro! Está tudo fechado. Mário não queria dar-se por vencido, nem tão pouco, ver a possibilidade de estar mais algum tempo com ela, esfumar-se. No entanto, co…

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Capítulo 11

Capítulo XI

Naquela manhã não houve despertador. Era dia de Natal e feriado como sempre. Mário acordou atordoado e dorido com a noite quente que tivera. Olhou para o relógio e percebeu que já restava muito pouco da manhã. Seguidamente, os seus olhos viram Joana a dormir tranquilamente a seu lado, o que o fez sentir uma enorme felicidade. Habituando o…

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Capítulo 12

Capítulo XII

─ Que foi que fizeste? ─ interrogou Sandrine a Jacinto, logo que o viu e depois de o abraçar. ─ Como o convenceste a retirar a queixa? ─ Não fiz nada, Sandrine. ─ confessou Jacinto, abraçando-a e sentindo o privilégio de ter aquela mulher linda nos braços. ─ Sei tanto como tu. Sandrine revelou pouca vontade de permanecer ali, por isso, su…

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