Livro · 24 capítulos
Completo

IVAN PEDRO

Escrito em 2005 👁 560 leituras ≈ 7h 2m de leitura

IVAN PEDRO é o segundo livro da série com o mesmo nome. No primeiro livro, DEIXA QUE O AMOR SEJA A TUA ENERGIA, o amor ao futebol levou Ivan Pedro a abdicar do seu grande amor, Camila, para relançar a sua carreira de futebolista. Com sucesso no jogo e sem nenhum no amor, ele parte neste segundo livro para o seu grande sonho, ser jogador do Benfica. E nessa viagem conhece a nova paixão do seu coração, a bela Susana. A sua vida parece lançada para a felicidade, até aparecer o maldito empresário de futebol chamado Ambrósio. Num instante, a sua carreira de futebolista no Benfica fica em risco, Susana talvez não seja quem ele pensava e... Camila reentra na sua vida voltando a desequilibrar a sua frágil balança emocional.

Capítulos

Capítulo 1

Capítulo I

Ainda hoje não percebo porque me contrataram... ou não quisesse perceber que não fora mais que um peão numa guerra que não era minha.

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Capítulo 2

Capítulo II

A intensidade da chuva diminuíra, o que me satisfez, já que teria de partir para uma longa viagem daí a alguns minutos. E antes, ainda teria de passar pela casa dos meus pais para os ir buscar, uma vez que seguiriam viagem comigo para Paúle. Faltava-me um casaco para guardar na mala. Abri a porta do armário e vi despenhar-se no chão uma c…

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Capítulo 3

Capítulo III

A bagagem não era muita, a que levaria comigo para Paúle, unicamente a necessária para os poucos dias da minha estadia. Passado o fim-de-semana, estaria de volta. A chuva parara completamente. Tive o cuidado de fechar tudo muito bem e tranquei a porta da minha casa em Alcochete. Desci as escadas e saí a porta da rua, rumando ao Mégane Cou…

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Capítulo 4

Capítulo IV

Que Dezembro estávamos a ter. A chuva rompera furiosa pelas nuvens, quando entrei em Lisboa. Já adivinhava o cenário, desde que vira o aglomerado cinzento-escuro sobre a capital, ao atravessar a ponte Vasco da Gama. Estacionei o Mégane no parque em frente ao prédio onde os meus pais viviam. Ficara de os vir buscar para seguirem comigo na…

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Capítulo 5

Capítulo V

No mínimo, era uma atitude suja, os dirigentes do clube quererem tirar dividendos do meu futuro, quando me andavam a hipotecar a carreira. Talvez Susana tivesse razão, ao dizer-me que eu deveria ponderar a ideia de assinar contrato com Ambrósio. Só que isso seria dar-me por vencido e renunciar aos meus princípios. Ao cimo das escadas, enc…

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Capítulo 6

Capítulo VI

O dia continuava solarengo, mas frio. Ainda tinha bem presente na memória o rigor do Inverno em Paúle, um ano antes. E apesar de estarmos no fim do Outono, já se sentia o ventinho gélido a soprar. Nunca o café da dona Palmira parecera tão pequeno. Colocaram-se todas as mesas juntas, formando um enorme U, onde todos os convidados se sentar…

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Capítulo 7

Capítulo VII

Mais um dia de Dezembro e mais um dia cinzento, triste e encharcado. Os jogadores do plantel da equipa B reuniram-se todos no balneário, equipando-se para mais uma sessão de treino. Não sei qual era a vontade deles, mas a minha era nenhuma. Ao meu lado, equipava-se um jovem jogador, ex-júnior, chamado Aquiles Velez. Fizera dezoito anos se…

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Capítulo 8

Capítulo VIII

Domingo amanhecera solarengo para meu agrado, pois tinha um jogo nessa tarde. Espreitei pela janela e encontrei um exterior molhado pela chuva nocturna. Com a alegria contida de quem vê o Sol despontar na época das chuvas, desejei que ele mantivesse a sua presença, pelo menos, até ao fim do jogo. Camila não me voltara a dizer nada, desde…

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Capítulo 9

Capítulo IX

Os sentimentos são coisas difíceis de explicar. Sentimos o que sentimos, ficamos afectados, mas não encontramos palavras para expressar essas emoções. Foi mais ou menos isto que aconteceu comigo, relativamente, ao que sentia por Susana. Com o passar dos dias, tentei habituar-me, minimamente, à ideia de que Camila jamais voltaria para mim.…

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Capítulo 10

Capítulo X

Dormi como uma pedra. Acordei, sentindo que o sono fora altamente retemperante. No segundo seguinte, surpreendi-me com a presença de Susana a meu lado, dormindo profundamente. Não sei o que esperava, realmente. Se eu próprio lhe dissera que ela deveria portar-se como minha namorada, nada mais natural do que ela dormir na minha cama. A min…

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Capítulo 11

Capítulo XI

A noite da Consoada fora fria como tradicionalmente o era. Ao longo do dia, o Sol espreitara por entre as poucas nuvens no céu sem nunca ser suficientemente forte para aquecer. E o Inverno ainda mal começara, pois os meses seguintes seriam significativamente mais frios. Havia até quem dissesse que a neve iria regressar a Paúle, o que pode…

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Capítulo 12

Capítulo XII

Curiosamente, calhou que a chegada de Aquiles a Paúle coincidisse com a partida dos meus pais. A descrição que eu fizera de Aquiles, dando ênfase à sua qualidade de defesa central, criou uma enorme expectativa nas pessoas, relativamente, à sua vinda. Aliás, na aldeia, bastava contar algo a meia dúzia de pessoas para que, em poucos dias, t…

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Capítulo 13

Capítulo XIII

Nunca vivera num clima tão frio e tão implacável como era o Inverno em Paúle. E aquele ano parecia estar a ser um dos mais agrestes dos últimos anos. Raramente se via um dia de Sol, os quais eram igualmente gelados. A cor cinzenta dominava diariamente, acompanhada pelo frio. As noites tinham sempre uma névoa no ar e tudo ficava carregado…

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Capítulo 14

Capítulo XIV

Os paúlenses não eram muito tradicionais no que respeita a carnavais. Contudo, a crescente publicidade aos eventos que se desenrolavam, naquele dia, um pouco por todo o país, levou a que se agendasse um desfile na aldeia, durante a tarde do feriado. Não querendo ficar atrás dos organizadores do evento, Miguel Carrapiço organizou uma festa…

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Capítulo 15

Capítulo XV

Aquela noite não fora nada abonatória para o prestígio de Paúle, do seu clube e das suas gentes. Alguns jornais regionais, no primeiro dia útil a seguir ao feriado de Carnaval, deram grande destaque ao sucedido, apelidando os jogadores de Paúle de indisciplinados, amantes da noite e das borgas, havendo mesmo um que insinuou a possibilidad…

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Capítulo 16

Capítulo XVI

A noite amena convidava a passear na rua. Não se sentia frio, apenas uma brisa suave, onde dificilmente uma mente menos atenta diria que a Primavera mal tinha começado. Tanto eu como Camila gostávamos de música ao vivo, por isso, optei por a levar a um bar, perto do rio, onde todas as noites um artista cantava num pequeno palco, colorindo…

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Capítulo 17

Capítulo XVII

A semana aproximava-se do fim, acordando eu a meio da manhã do feriado de Sexta-Feira Santa, sozinho na cama. Apalpei a metade dos lençóis onde Susana dormia e encontrei-os frios, sinal de que se levantara bastante cedo. Desde que eu voltara de Lisboa que não conseguira voltar a ser o mesmo com ela, evitando-a, afastando-a cordialmente, e…

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Capítulo 18

Capítulo XVIII

Nem sabia bem para onde ir, conduzindo o carro pela estrada de Paúle. Passei em frente ao café da dona Palmira e encontrei Aquiles à porta. Parei e fiz-lhe sinal para se aproximar. ─ Que andas a fazer? ─ perguntou-me. ─ Ando a dar uma volta. ─ respondi. ─ Sozinho? ─ indagou. ─ Deixaste a Susana em casa? Assenti com a cabeça. ─ Queres ir a…

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Capítulo 19

Capítulo XIX

─ Pedro? Nem acreditei, quando atendi o telemóvel e ouvi a voz de Camila no outro lado da linha. Apanhara-me sentado no sofá a ver um jogo da Superliga e a descansar do desgaste do jogo do G. D. Paúle, nessa tarde de Domingo. ─ Olá, Camila! ─ Espero não estar a incomodar-te. ─ desculpou-se ela, falando num tom suave e afável. Ouvia em fun…

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Capítulo 20

Capítulo XX

Ao que parecia, o calor dava sinais de ter regressado, naqueles primeiros dias de Maio. Ainda não tínhamos chegado ao Verão, mas a temperatura durante o dia já era elevada. Só à noite é que o clima arrefecia. Num belo Domingo primaveril, o G. D. Paúle iria deslocar-se a Santa Comba Dão para defrontar a equipa local, naquele que seria o no…

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Capítulo 21

Capítulo XXI

Não passei mais que um dia em Alcochete, tendo partido novamente para Paúle na manhã seguinte. O encontro com Camila aconteceu em minha casa como era costume. Nunca ficava mais tempo para além do necessário. Quase se tornava um padrão os nossos encontros. Ela chegava a minha casa e envolvíamo-nos naqueles quentes momentos de prazer até ca…

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Capítulo 22

Capítulo XXII

A meio de Maio era chegado o célebre Domingo do tudo ou quase nada, isto porque a derrota não nos afastava definitivamente da subida. Na manhã ensolarada desse dia, acordei animado e motivado para o que se avizinhava. Desde que Susana partira que me sentia bastante aliviado, congratulando-me pela forma como tudo se havia resolvido. Felizm…

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Capítulo 23

Capítulo XXIII

Com o desfecho da relação com Camila, a minha postura perante todas as pessoas alterou-se. Infelizmente, não foi para melhor. O orgulho e arrogância deram lugar à antipatia e desprezo. Saíra novamente magoado de uma relação com uma mulher. Dizia a mim mesmo que estava farto delas ou, como disse num desabafo a Augusto, “as mulheres são com…

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Capítulo 24

Capítulo XXIV

Passara quase uma semana, desde que fora internado ali. Nesse tempo, a minha irmã e os meus pais visitaram-me todos os dias. Augusto veio as vezes que pôde, pois tinha o café a ocupar-lhe o tempo. Naquele Sábado, contava que Manuela trouxesse a minha sobrinha, a qual ainda não viera para não faltar às aulas. Durante este período de intern…

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